O meu blog.... Baby Love
Este cantinho é dedicado a todas as mães, pais, grávidas, avós e todos aqueles que vivem no "mundo dos bébés".

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domingo, 27 de maio de 2007

Pressa de nascer


A duração média de uma gravidez, calculada desde o primeiro dia da última menstruação, é de 280 dias (40 semanas). No entanto, os obstetras consideram normal que o nascimento ocorra quinze dias antes ou depois do dia em que a mulher acaba a contagem.
Assim, as futuras mães devem considerar que a data do parto é, somente, aproximada. Se quisermos falar correctamente, consideraremos como parto pré-termo ou prematuro o que se produz antes da 37ª semana da gravidez.
O adiantamento do parto não constitui uma agradável surpresa para a gestante mas, a maioria dos partos podem ter um final feliz. Há poucas décadas que crianças nascidas antes do tempo tinham graves problemas para sobreviver. Actualmente, a maioria dos prematuros nasce sem grandes sequelas.
O que falhou no meu caso?
Em muitas ocasiões é impossível averiguar a causa que motivou o adiantamento do parto. Inclusive, podem conjugar-se várias circunstâncias.
No entanto, conhecem-se alguns factores que parecem influir grandemente:
A idade: dá-se mais nas mulheres com menos de 18 e mais de 35 anos.
Um traumatismo (golpe forte, acidente de automóvel ...) ou uma intervenção cirúrgica (apendicite).
As infecções do colo do útero e da vagina (podem debilitar as membranas e provocar a rotura da bolsa de águas), assim como as demais doenças infecciosas agudas, contraídas no último trimestre da gravidez (especialmente a infecção urinária).
Stress psíquico crónico, trabalho excessivo, tabagismo, álcool e drogas.
Pertencer a um nível sócio-económico baixo (sim, o dinheiro também influi; a carência económica, a falta de informação e o controlo médico podem afectar o bom desenvolvimento da gravidez).
Factores relacionados com o feto: transtornos genéticos, malformações e certas falhas no seu sistema de apoio (por exemplo, quando os nutrientes que recebe são insuficientes devido a um envelhecimento prematuro da placenta).
Medidas de prevenção
Embora não seja fácil, em alguns casos os médicos conseguem adiar o nascimento do bebé. Sempre que os obstetras fazem o prognóstico de ameaça de um parto prematuro, estabelecem critérios sanitários (baixa laboral, repouso absoluto, medicação, etc.) que as grávidas devem obedecer com rigor. Entre as medidas a adoptar destaca-se a cerclage.
O especialista pode realizá-la quando diagnostica uma insuficiência ístmico-cervical: o colo do útero tem dificuldade em permanecer fechado e o feto corre perigo porque a dilatação e o parto podem iniciar-se a qualquer momento. Faz-se «suturando» o orifício do colo com um ponto de seda para evitar a sua abertura. A técnica exige anestesia geral (às vezes pode-se realizar com epidural) e alguns dias de hospitalização.
Nestes casos é conveniente repousar durante o resto da gravidez e seguir à risca as indicações obstétricas. Uns dias antes da data prevista para o parto, o ginecologista extrai o ponto.
Sinais e sintomas
Os partos pré-termo são, ao princípio, similares aos demais: ou se rompe a bolsa amniótica ou surge uma hemorragia vaginal ou, simplesmente, aparecem contracções uterinas constantes e frequentes que desencadeiam o parto. Como é óbvio, tem que se dirigir ao hospital perante a menor desconfiança e, especialmente, em caso de rotura de membranas ou sangramento. Igualmente, convém consultar um especialista quando as contracções se produzem em intervalos regulares durante pelo menos uma hora e não cessam com o repouso. Uma vez na clínica, o médico comprovará a dilatação do colo mediante um toque vaginal. Tão rápido como constata que o cérvix começou a dilatar-se, receitará uma medicação que iniba as contracções, para ganhar tempo. Se o tratamento detém o parto e a bolsa de águas permanece intacta, o obstetra permitirá à gestante o regresso a casa. Apesar de tudo, recomendar-lhe-á certas medidas preventivas (que tenha repouso, que continue com os medicamentos...) para atrasar o nascimento, o maior tempo possível.
O parto em marcha
Quando o risco de parto permanece eminente ou se observa a ruptura de membranas, é necessária a hospitalização. Nestes casos, a mãe recebe tratamento antibiótico, medicação intravenosa útero-relaxante (para deter as contracções) e corticóides (que contribuem para a maturação dos pulmões do feto). Se apareceram sintomas de infecção materna, proceder-se-ia de imediato à extracção do bebé.
Em geral, nestes nascimentos podem levar a que se pratiquem mais cesarianas (sobretudo se existe sofrimento fetal) embora esta técnica não se considere um procedimento inevitável.
Quando se procede por via vaginal, os partos prematuros tendem a tornar-se mais curtos e fáceis do que os que chegaram a termo, pois a cabeça do bebé é mais pequena e maleável que o normal. Não obstante, pode-se praticar uma episiotomia à mulher, para proteger o crânio da criança.
O pós-parto pode-se complicar um pouco. Às habituais dificuldades de recuperação física há que acrescentar a preocupação pelos acontecimentos vividos e a vigilância extra que requerem os prematuros. Nestes casos, a ajuda e apoio da familiar é especialmente recomendável.
Apesar de um parto prematuro poder constituir uma situação delicada, não convém absolutamente nada angustiar-se durante a gravidez pensando que isso lhe pode acontecer. A possibilidade é muito remota.

Na realidade só seis por cento das gestantes dá à luz antes do tempo. Confiar que tudo vai sair bem e desfrutar de uma gestação calma, também contribui para que o parto não se adiante.
Fonte: Revista Bebé d’Hoje nº 43

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