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domingo, 20 de maio de 2007

Inseminação e fertilização, qual é a diferença?


Quando a gravidez não chega, existem diferentes alternativas de tratamento

Quando o casal tem problemas para conseguir uma gravidez, o primeiro passo é realizar uma série de estudos básicos para determinar quais são as causas.
Estes exames compreendem: um espermograma, para avaliar a quantidade e a qualidade dos espermatozoides presentes no sémen; um estudo das trompas de Falópio lugar onde naturalmente se produz a fecundação , com o objectivo de descartar possíveis obstruções; um perfil hormonal, onde se analisam as hormonas femininas; uma ecografia, para verificar o estado do útero e dos ovários e controlar o ciclo ovulatório (se se verifica a meio do período, para observar se dentro do ovário se visualiza o folículo pré-ovulatório, dentro do qual teoricamente se encontra o óvulo).
Estes estudos complementam-se também com um exame pós-coito ou teste de Sims Hunner, que se realiza no dia posterior à relação sexual, num momento determinado do ciclo.
Extrai-se uma amostra do muco cervical substância presente no colo do útero e na qual se depositam os espermatozoides para analisar a mobilidade dos espermatozoides no colo do útero.
Existe também outro método de diagnóstico: a laparoscopia, que se emprega para descartar outras patologias possíveis (por exemplo, a endometriose).
Tratamentos de baixa complexidade
Se através dos estudos mencionados não se detectarem causas que possam opor alguma barreira à gravidez, é possível optar entre diversas alternativas de tratamento.
Dentro dos métodos de reprodução humana, existem técnicas de baixa complexidade e outras mais sofisticadas.
Os tratamentos de baixa complexidade compreendem: a indução da ovulação, cujo objectivo é melhorar a qualidade da ovulação; e a indução da ovulação somada à inseminação intra-uterina, que além de melhorar a ovulação aproxima os espermatozoides do óvulo.
A inseminação
A inseminação é um procedimento rápido e indolor que se efectua aproximadamente a meio do ciclo, momento em que se produz a ovulação.
Mediante um catéter muito fino introduz-se o sémen dentro da cavidade uterina.
- Uma vez aí depositado, os espermatozoides podem ou não fecundar o óvulo.
- Quer dizer que a inseminação não garante a fecundação.
- Cerca de quinze dias depois de ter efectuado esta prática já é possível saber se a mulher está grávida.
- Se não for coroada de êxito, podem concretizar-se até seis tentativas de inseminação.
- Mais de metade das mulheres que recorrem a este método conseguem ficar grávidas, mas é necessário haver permeabilidade tubária e esperma com pelo menos 1x106/ml de espermatozoides móveis.
Inseminação versus fertilização: qual é a diferença?
- Na inseminação, o que se faz é facilitar a chegada dos espermatozoides à cavidade uterina.
- Na fertilização, por outro lado, coloca-se o embrião dentro da mulher após fecundação dos óvulos pelos espermatozoides.
- A fecundação é pois laboratorial. N a fecundação in vitro trabalha-se com óvulos e espermatozoides enquanto que na inseminação somente se emprega o sémen.
- Mas esta não é a única diferença. O preço de ambos os procedimentos também é diferente: uma inseminação é muito mais acessível que o custo de uma fertilização assistida.
E quanto aos resultados também existem contrastes.
A fertilização in vitro obtém cerca de 35 por cento de possibilidades de gravidez enquanto que a inseminação apresenta cerca de 12 por cento em cada ciclo (ou seja, em cada inseminação que se pratica).
A fertilização assistida
- Ao contrário da inseminação, nos tratamentos de fertilização assistida estimula-se fortemente a ovulação.
- Quer dizer que em lugar de obter um folículo pré-ovulatório se conseguem vários e, em consequência, muitos óvulos.
- Existem técnicas diferentes. Em algumas, a fertilização realiza-se em laboratório e uma vez obtido o embrião, coloca-se dentro do corpo materno (FIV, ICSI, TET). Noutras, colocam-se o óvulo e os espermatozoides de forma separada, sem fecundação prévia (GIFT).
Técnicas de fertilização assistida
1. FIV ou fertilização in vitro convencional
Extraem-se os óvulos à mulher, avalia-se a sua qualidade e escolhem-se os melhores. Os óvulos seleccionados fertilizam-se em laboratório com o sémen do marido. Cerca de 24 horas depois obtêm-se os embriões. No dia seguinte transferem-se os embriões geralmente não mais de três para o útero. Espera-se que pelo menos um deles se implante.
A fertilização in vitro emprega-se nos seguintes casos:
-Idade avançada. - Mulheres com problemas nas trompas de Falópio. - Mulheres que sofram de endometriose severa. - Presença de factores masculinos severos: pouca quantidade de espermatozoides, má mobilidade, etc. - Quando o casal já realizou vários tratamentos de baixa complexidade sem resultados.
2. PROST ou TET (transferência de embriões para a trompa)É uma variante da fertilização in vitro, mas os embriões colocam-se na trompa e não no útero. Não se realiza por via vaginal, usualmente, é necessário laparoscopia. Requer anestesia geral.
3. ICSI (injecção intracitoplasmática de esperma)Isola-se um espermatozoide do marido e injecta-se dentro do óvulo. Pratica-se quando:
- Existe um factor masculino severo. - Existem dúvidas de que o espermatozoide possa penetrar sozinho no óvulo. - Praticou-se fertilização in vitro e os óvulos não foram fertilizados. - Verificam-se problemas imunitários.
4. GIFT Consiste na transferência de gâmetas (óvulos e espermatozoides) para as trompas. Permite que de forma natural se produza aí a fertilização. Colocam-se no mesmo catéter o óvulo e os espermatozoides e sem fertilização prévia depositam-se na trompa de Falópio. Requer anestesia geral.
Em que casos se pratica a inseminação intra-uterina?
Quando existem problemas no muco cervical. O muco cervical é uma substância presente no colo do útero, cuja função é proteger os espermatozoides da acidez vaginal. Se existir pouco muco, os espermatozoides não podem defender-se do grau de acidez da vagina e morrem antes de chegar ao útero, isto é, não se tornam hipermóveis no muco cervical como seria normal.
Quando se regista algum problema no sémen (na quantidade ou mobilidade dos espermatozoides, ou no seu volume),mas é imprescindível haver pelo menos 1.000.000 de espermatozoides móveis. Quando existem dificuldades no coito. Às vezes, os óvulos e o muco cervical assim como a quantidade e qualidade dos espermatozoides são normais, mas durante o acto sexual uma grande quantidade de sémen sai da vagina. Embora seja natural que isto aconteça, quando o volume que permanece é muito escasso, a quantidade de espermatozoides torna-se insuficiente.

in: revista Mãe Ideal

1 comentário:

Liliane oliveira disse...

já tive duas filhas me operei pra não ter mas me separei depois casei novamente não posso mas dar um filho a meu marido estou muito triste ele nunca foi pai eu queria muito realizar o sonho dele e meu pois não foi por vontade minha e hoje estou arrependida mas mesmo assim posso fazer inseminação.

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