O meu blog.... Baby Love
Este cantinho é dedicado a todas as mães, pais, grávidas, avós e todos aqueles que vivem no "mundo dos bébés".

O blog aborda assuntos tais como saúde, comportamento, educação, sentimentos, gravidez, curiosidades e muito muito mais....

Aceitam-se sugestões, ideias e crónicas.

baby.love@sapo.pt


domingo, 20 de julho de 2008

As crianças e a Praia - cuidados a ter




Foto tirada da net
O Verão chegou, inicia-se a época balnear e com ela os perigos associados à exposição solar.
Como é do conhecimento geral, a exposição ao sol se excessiva torna-se perigosa.
A curto prazo provoca os “famosos” escaldões, as insolações, as alergias e as intolerâncias ao sol, a longo prazo é responsável pelo envelhecimento precoce da pele e aumenta o risco de cancro cutâneo.
A prevenção deve iniciar-se logo na infância, aliás as crianças têm características próprias que as tornam mais susceptíveis aos perigos do sol. Quais?
Por um lado, as crianças passam mais tempo ao ar livre do que os adultos, recebendo, em média, três vezes mais raios ultravioletas do que os pais.Por outro lado, a pele das crianças é mais sensível aos raios solares. Até aos 3 anos, a pele é muito fina e permeável, o que a torna muito sensível à desidratação e aumenta o risco de queimaduras solares.
Os melanócitos, que são as células da pele que se pigmentam sob a acção dos raios solares e assim a protegem, ainda não são suficientemente eficazes nessa função. Além disso, quando muito pequena, a criança não sabe explicar se sente frio ou calor e portanto não se irá queixar.
Mas o sol quando não em excesso é benéfico…
Sim, o sol estimula a síntese da vitamina D indispensável à mineralização dos ossos, e portanto, ao crescimento. Porém, bastam dez minutos de sol nas mãos, nos braços e no rosto da criança, duas a três vezes por semana, para que essa função se cumpra. Portanto não é justificação para que os bebés passem as tardes de verão na praia!
Na praia, como proteger as crianças do sol?
- Não expor os bebés directamente ao sol até que completem pelo menos os 1 ano de idade.
- Evitar o período de maior intensidade solar, entre as 11 e as 16 horas. Idealmente os mais pequenos deveriam ir à praia apenas até às 11 horas da manhã e ao fim da tarde.
Uma regra prática e fácil é a seguinte: se a sombra é mais pequena que o nosso corpo, está na altura de evitar o sol; se é longa e fina há que aproveitá-lo!- Enquanto brincam na areia, e principalmente nos primeiros dias de praia, as crianças devem usar uma camisola de algodão, chapéu de abas largas e fato de banho.
- Deve evitar-se deixar a criança completamente nua na praia, pois a areia nem sempre está limpa, podendo causar irritações ou infecções cutâneas.
- Utilizar sempre um protector solar com factor de protecção adequado, nunca inferior a 20 devendo ser de 25 a 30 para os bebés.
- Aplicar o protector solar 30 minutos antes de ir para a praia e reaplicá-lo de 2 em 2 horas e após o banho, mesmo que o creme seja resistente à água. Insistir nas zonas mais expostas, principalmente no rosto e nos ombros. E não esquecer áreas como as mãos, dorso dos pés, nariz, lábios e a zona em redor dos olhos.
- Oferecer frequentemente água à criança a fim de evitar a desidratação. Também se pode oferecer sumos naturais sem açúcar. São de evitar as bebidas gaseificadas, com cafeína ou ricas em açúcar porque podem agravar a desidratação.
- Ensinar às crianças os cuidados a ter com o sol e a sua importância.
Nos dias nublados também é preciso ter cuidado…
Sim, as nuvens enganam e deixam passar mais de 80 % da radiação.
Os cuidados a ter nestes dias são os mesmos que nos dias de céu limpo.
É necessário proteger a pele não só na praia, mas também nas outras actividades ao ar livre. Como?
Em primeiro lugar, vestindo a criança com roupas leves, de preferência em algodão e de cores claras. É indispensável o uso de chapéu de abas largas, pois assim protegem-se em simultâneo o couro cabeludo e os olhos.
Se optar por um boné, este deve ter sempre a pala para a frente.
Também não é má ideia a utilização de óculos de sol. Mas atenção: as lentes devem garantir a absorção dos raios ultravioletas, dos infravermelhos e da luz visível e ter a marca de garantia “CE”.Logicamente também deverá ser sempre utilizado um protector solar nas zonas do corpo que estiverem expostas.
Depois da exposição solar é necessário algum produto específico?Não.
Basta apenas um creme hidratante normal. Os leites e loções pós-solares além da hidratação têm como objectivo prolongar o bronzeado, o que não faz muita falta a uma criança. Também refrescam e acalmam a pele depois de um “escaldão”, mas se a criança necessitar desta acção é porque algo na protecção falhou.
Atenção: a pele nunca esquece! Toda e qualquer agressão, por mais pequena que seja fica sempre registada e soma-se a todas as agressões seguintes.
Nesta altura do ano não é só preocupante a exposição solar. É igualmente importante a vigilância atenta da criança, principalmente junto à água...
Os afogamentos constituem a segunda causa de morte acidental em crianças, com maior incidência nos primeiros cinco anos de vida.
Com frequência estes acidentes por submersão são causa de lesões neurológicas graves e irreversíveis nos sobreviventes.A água exerce um enorme fascínio sobre as crianças.
Elas sentem-se irresistivelmente atraídas, seja por um poça de água, um tanque ou uma piscina.
A vigilância não é apenas indispensável na praia ou piscina…Exacto.
Pois ao contrário do que muitos pensam, os afogamentos não ocorrem somente nas praias e piscinas, mas também em ambientes pouco prováveis como a banheira, o lago do jardim, um poço, o tanque de lavar roupa ou de rega, os rios, ou mesmo baldes e alguidares.
Não é necessária uma grande quantidade de água para que a criança se afogue.Quando se trata de uma criança, o drama acontece em poucos segundos.
Basta um momento de distracção, um olhar para o lado, um telefone que se atende para que uma qualquer fonte de água se possa transformar numa ameaça.
As crianças não esbracejam nem gritam: afogam-se em silêncio.
O que se pode então fazer para prevenir estes acidentes?
- Vigiar activamente e em permanência a criança dentro de água ou perto dela, de preferência por um adulto que saiba nadar.
- Esvaziar baldes e alguidares-
Escolher praias e piscinas públicas vigiadas
- Vedar a piscina, tanque de rega ou lago do jardim
.- Tapar adequadamente os poços-
Retirar da piscina todos os brinquedos flutuantes que possam atrair a criança.
- Habituar a criança a andar sempre de braçadeiras junta às piscinas
- Ensinar as crianças a nadar e a ter comportamentos seguros na água
- Os cuidados devem estender-se também às piscinas insufláveis, pois apesar de mais pequenas e levarem menos água, são igualmente perigosas. Se a cabeça cair dentro de água dificilmente a criança se levanta sozinha.
- Respeitar as bandeiras das praias e as indicações dos nadadores salvadores.
- Respeitar a segurança em embarcações e em desportos aquáticos
- Em caso de emergência ligar o 112
- Tirar um curso de socorrismo, pode ajudar a salvar uma vida. A probabilidade de uma criança sobreviver a um acidente de submersão depende da eficácia do socorro nos primeiros 10 minutos.
Lembre-se, a morte por afogamento é rápida e silenciosa…
Em resumo:
A prevenção é a melhor forma de evitar problemas;
Devemos estar sempre atentos às brincadeiras das crianças, bem como aos sintomas que apresentam para podermos actuar atempadamente
Aproveite o Verão em segurança!

Conselhos do Serviço de Pediatria do
Hospital do Espírito Santo

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Uns Minutos de Leitura


Descobri um site de uma editora que quero partilhar convosco.
Chama-se Minutos de Leitura. Tem livros muito engraçados e principalmente muito educativos.
Com desenhos fantásticos, cores atractivas e personagens amorosas. Os vossos filhos vão adorar.
O site é http://www.minutosdeleitura.pt/ . Visitem-no.

E não se esqueçam de dedicar uns minutos todos os dias a ler uma história aos vossos filhos.
Eles adoram e são momentos únicos!

Birras.......... como lidar?


Transforme a birra numa prova de amor e faça o seu filho dar mais um passo em frente para a idade adulta.
A maioria das crianças entre os 18 meses e os 4 anos têm aquelas birras quase incontroláveis que deixam os seus pais sem saber como agir.
Quem não teve que enfrentar uma birra do filho em plena rua ou no supermercado ou no jantar com os colegas do trabalho? O local e o momento não poderiam ser mais inconvenientes, mas nesta fase as crianças testam ao máximo os limites dos seus pais.
A birra resulta da percepção que a criança tem de si como ser individualizado com vontades, mas que ainda não entende que para viver em sociedade tem que ceder.
Esta fase da 'afirmação do eu' faz parte do crescimento normal da criança, da conquista de uma identidade própria. Trata-se de um conflito no interior da criança entre a procura da autonomia e a dependência dos pais. É, por isso, um claro sinal de crescimento.
E é nestes momentos que muitos pais se questionam sobre as suas capacidades educativas.
A maior dificuldade que os pais enfrentam é a de conciliar a compreensão, que visa proporcionar as trocas afectivas de que ela necessita, com a necessária firmeza.
Em primeiro lugar, não se oponha se não tiver a certeza que será capaz de ir até ao fim. Se decidir enfrentar a birra, terá que agir com calma e firmeza.
Firmeza não implica ser agressivo, muito pelo contrário. Alie a firmeza à suavidade.
Nesta fase, torna-se muito importante que os pais aprendam a não ter receio de dizer 'não', deixando bem claro que o amor que sentem pelos filhos é incondicional.
A disciplina é também uma forma de amor. Pratique-a sem ignorar os gostos da criança. Não necessita de se tornar um general.
A disciplina é, depois do amor, o mais importante que se pode dar a uma criança. Explique sempre a razão do 'não': 'não, porque te podes magoar ou magoar os outros ou estragar o brinquedo...' Expresse empatia e mostre-lhe que compreende perfeitamente o que ela está a sentir: 'Quando era pequena, a avó também não me deixava comer todos os doces que eu queria e eu ficava muito triste.
Acontece que se comeres os doces todos vais ficar com uma grande dor de barriga, e a mamã gosta muito de ti e não quer que te doa a barriguinha.' Toque no seu filho numa tentativa de o reconfortar: afague os seus cabelos ou abrace-o.
É preciso que você o ensine que as birras não farão mudar a opinião dos pais e que o seu amor por ele não se alterará.
Após a birra, felicite-a por se ter decidido pelo bom comportamento.
Se mesmo assim não resultar, ignore-a por alguns minutos e continue o seu percurso.
Muitas birras terminam quando as crianças deixam de ter público.
É claro que nem sempre é possível - se, por exemplo, o fizer na via pública, poderá mesmo tornar-se perigoso.
Neste caso, será preferível conduzi-la pela sua mão e avisá-la que mais tarde será penalizada. As penas deverão ser adequadas à idade da criança e mantidas até ao fim.
No caso das birras ao deitar, repare se o ambiente não é demasiado ruidoso. Leve-o para o quarto pela mão e conte-lhe uma história.
As birras são também frequentes nas horas da refeição. Não insista ou valorize de mais a situação. Quando o seu filho tiver fome, com certeza vai comer tudo num ápice.
Numa atitude de despero pode sentir-se tentado a oferecer alimentos mais atraentes mas evite cair em tentação.A birra também permiteà criança lidar com os seus sentimentos e a auto-controlar-se. Incentive-a a fazê-lo com os seus próprios recursos. Aprender que tudo tem limites abre caminho para um convívio saudável com os outros e para uma boa integração na sociedade. As regras são fundamentais.Só com firmeza as crianças aprendem a respeitar as regras propostas pelos pais.
No mundo em que vivemos, que se rege por regras, o melhor é aprender a aceitá-las logo desde pequenino.
extraido de...... Educare - Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos de Braga

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Deixar a fralda



Deixar a fralda
Aprender a colocar uma fralda é bastante fácil, é quase automático e até os pais mais desajeitados aprendem a fazê-lo rápidamente e sem grandes problemas. As verdadeiras dificuldades surgem quando chega o momento de treinar a criança para deixar de a usar.
Antes de mais, os pais devem ter consciência de que não há uma idade certa para deixar de usar fralda, isto depende de criança para criança. Por isto, não deve sentir qualquer tipo de preocupação se conhece uma criança da mesma idade do seu bebé que já deixou a fralda e o seu ainda não.
É necessário que esteja atenta e observe o comportamento da criança. A maioria sente-se desconfortável quando faz as necessidades na fralda e chora por isso, é aliás assim que os pais se apercebem se está na hora de mudar a fralda. É também deste modo que a criança aprende a controlar as necessidades, apercebendo-se da diferença entre estar limpa e confortável, ou estar suja e desconfortável. Começa a conhecer o seu corpo e a perceber que o xixi e o cocó saem dela e podem ser controlados.
Ainda que não haja uma idade certa para deixar a fralda, e não se deva fazer pressão para que a criança o faça, a idade normal para isto acontecer é entre os 18 e os 30 meses, na qual a maioria dos bebés já se encontra preparado. Lembre-se que esta não é uma mudança repentina, exige tempo e, sobretudo, compreensão e carinho.
Para que tudo corra bem, deixamos-lhe algumas dicas:
- Controle a quantidade de xixi que cada fralda contém após cada muda. Se o seu filho tiver a fralda seca é um sinal que está na altura de começar o processo de a largar.
- Quando o seu filho estiver em casa, coloque-lhe uma fralda de pano, pois não é impermeável nem absorvente e ele aperceber-se-á mais rapidamente do desconforto.
- Iniciado o processo de deixar a fralda, forre o colchão para evitar correr riscos desagradáveis. É normal que nos primeiros dias as coisas não corram logo como se deseja.

O que fazer quando faz chichi na cama
Fazer chichi na cama não é um acto anormal, é algo comum até aos seis anos. Acontece porque a criança tem a bexiga pequena e por isso não suporta toda a urina que forma durante a noite. O importante nestes casos é ajudá-la da forma correcta para que a criança não se sinta mal e não crie problemas emocionais. - Nesse sentido, ajude a criança a ir à casa de banho durante a noite, deixando uma luz de presença para que possa chegar até lá, ou então coloque um bacio no seu quarto. - Evite que a criança beba muitos líquidos nas duas horas antes de se deitar e leve-a à casa de banho antes de ir dormir.- Evite colocar a fralda, pois assim só estará a incentivá-la a não se levantar durante a noite. Elogie a criança sempre que esta acordar seca. - Não ralhe com o seu filho se ele se descuidar durante a noite, pois não ajuda, só vai originar mais vezes este tipo de situações.- Quando a criança tiver que ir à casa-da-banho durante a noite é positivo que esteja acordada. Apesar desta prática parecer violenta para com o seu pequenote, é uma forma da criança ter consciência de que foi à casa-de-banho e criar o hábito de o fazer.
O mito da casa de banho
O seu filho está a deixar a fralda, por isso é importante que o ensine a ir à casa de banho. Equipe a casa de banho com uma tampa adaptada ao tamanho do seu filho. Se preferir, compre um bacio e incentive o seu filho e utilizá-lo. Numa primeira fase como banco. Posteriormente, quando ele já estiver familiarizado com o bacio, ensine-lhe que deverá ser ali que deve fazer chichi e cocó. Elogie ou recompense o seu filho sempre que utilizar o bacio com sucesso.


in: http://www.milupa.pt/index.asp

Trailer Sherk 3

Aqui fica a trailer de Sherk 3 é pena não ser em Português!
De que estão à espera levem os miúdos a ver este adoravel ogre verde!! É provavelmente um dos melhores filmes de animação de sempre!


Simplesmente delicioso



É simplesmente delicioso ver um bébé a rir !!! É impossivel não rir também!!

As minhas sinceras desculpas


COOL MySpace Comments

Ficam aqui as minhas desculpas estive de férias, estou com uns problemas mas voltei e vou tentar actualizar o blog postando pelo menos um artigo por dia.
A pensar em quem este blog possa ter alguma utilidade vou também dinamiza-lo um pouco mais.
Estou a fervilhar com ideias....

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Dia Mundial da Criança

Em 1959 a ONU (Organização das Nações Unidas) escreveu e aprovou a

"Declaração dos Direitos da Criança".

Esta declaração é composta por 10 artigos, muito simples, que dizem respeitos ao que a criança pode fazer e ao que as pessoas responsáveis por ela devem fazer para que a criança seja feliz, saudável e se sinta seguro.

Para que não hajam desculpas aqui ficam os Direitos da Criança:

Princípio 1º Toda criança será beneficiada por estes direitos, sem nenhuma discriminação de raça, cor, sexo, língua, religião, país de origem, classe social ou situação económica. Toda e qualquer criança do mundo deve ter seus direitos respeitados!

Princípio 2º Todas as crianças têm direito a protecção especial e a todas as facilidades e oportunidades para se desenvolver plenamente, com liberdade e dignidade. As leis deverão ter em conta os melhores interesses da criança.

Princípio 3º Desde o dia em que nasce, toda a criança tem direito a um nome e uma nacionalidade, ou seja, ser cidadão de um país.

Princípio 4º As crianças têm direito a crescer e criar-se com saúde. Para isso, as futuras mães também têm direito a cuidados especiais, para que seus filhos possam nascer saudáveis. Todas as crianças têm também direito a alimentação, habitação, recreação e assistência médica.

Princípio 5º Crianças com deficiência física ou mental devem receber educação e cuidados especiais exigidos pela sua condição particular. Porque elas merecem respeito como qualquer criança.

Princípio 6º Toda a criança deve crescer num ambiente de amor, segurança e compreensão. As crianças devem ser criadas sob o cuidado dos pais, e as mais pequenas jamais deverão separar-se da mãe, a menos que seja necessário (para bem da criança). O governo e a sociedade têm a obrigação de fornecer cuidados especiais para as crianças que não têm família nem dinheiro para viver decentemente.

Princípio 7º Toda a criança tem direito a receber educação primária gratuita, e também de qualidade, para que possa ter oportunidades iguais para desenvolver as suas habilidades. E como brincar também é uma boa maneira de aprender, as crianças também têm todo o direito de brincar e de se divertir!

Princípio 8º Seja numa emergência ou acidente, ou em qualquer outro caso, a criança deverá ser a primeira a receber protecção e socorro dos adultos.

Princípio 9º Nenhuma criança deverá sofrer por negligência (maus cuidados ou falta deles) dos responsáveis ou do governo, nem por crueldade e exploração. Não será nunca objecto de tráfico (tirada dos pais e vendida e comprada por outras pessoas). Nenhuma criança deverá trabalhar antes da idade mínima, nem deverá ser obrigada a fazer actividades que prejudiquem sua saúde, educação e desenvolvimento.

Princípio 10º A criança deverá ser protegida contra qualquer tipo de preconceito, seja de raça, religião ou posição social. Toda criança deverá crescer num ambiente de compreensão, tolerância e amizade, de paz e de fraternidade universal. Se tudo isto for cumprido, no futuro as crianças poderão viver em sociedade como bons adultos e contribuir para que outras crianças também vivam felizes!

Dia da Criança


VOCÊ CRIANÇA
Lauro Kisielewicz

Você criança,
que vive a correr,
é a promessa
que vai acontecer...
é a esperança
do que poderíamos ser...
é a inocência
que deveríamos ter...
Você criança,
de qualquer idade,
vivendo entre o sonho e a realidade
espargem pelas ruas da cidade,
suas lições de amor e de simplicidade!

Criança que brinca,
corre, pula e grita
mostra ao mundo,
como se deve viver
cada momento,
feliz, como quem acredita
em um mundo melhor
que ainda vai haver!

Você é como um raio de luz
iluminar os nossos caminhos,
assemelhando-se ao Menino Jesus,
encanta-nos com todo teu carinho!

Você é a criança,
que um dia vai crescer!
É a promessa,
que vai se realizar!
É a esperança
da humanidade se entender!
É a realidade
que o adulto precisa ver...
e também aprender a ser...

Cólicas fazem sofrer recém-nascidos

Os recém-nascidos sofrem muito com as chamadas cólicas do terceiro mês. É clinicamente complicado distinguir a cólica e o choro, não raras vezes deixando os pais preocupados. Existe uma solução para este problema, mas é fundamental consultar um especialista antes de administrar qualquer tipo de fármaco ao lactente. Os pais também devem ser tranquilizados, afinal, trata-se de um problema transitório.
A cólica, normalmente, caracteriza-se por episódios de irritabilidade, agitação e choro.
Podem durar cerca de três horas por dia, surgindo três a quatro dias por semana, ao fim da tarde e noite. Afecta bebés com idades compreendidas entre os 15 dias e os 4-5 meses.
Os pais, ao constatarem que o recém-nascido sofre, ficam nervosos, angustiados, ansiosos e, por vezes, sem saber o que fazer para atenuar a dor do bebé.
Quando o bebé tem cólicas apresenta um choro muito intenso, fica congestionado, ruborizado, tende a encolher as pernas, a barriga fica espástica, tem muitos gases e, por vezes, prisão de ventre. «Para dizer que se trata de cólicas temos de excluir outras causas, por exemplo, se tem fome, ou se está desconfortável, e é importante que a mãe tenha a noção de que a criança, às vezes, chora porque quer que lhe prestem atenção», diz o Dr. Herculano Rocha, chefe de serviço de Pediatria do Hospital de D. Maria Pia, no Porto.
Além do mais, o Dr. Martins Roque, pediatra, director do Departamento de Medicina do Hospital de D. Estefânia, explica que «um recém-nascido tem o seu período de adaptação ao exterior, normalmente, com a duração de dois ou três meses.
O choro está, muitas vezes, ligado à intenção do bebé chamar a atenção ou reclamar, seja contra o frio, o calor ou contra a dor. É neste fenómeno que se pode inserir a cólica, que se traduz por um choro intenso, sendo difícil sossegar a criança».
Acalmar o bebé, tranquilizar os pais Embora não haja consenso entre os especialistas em relação ao tratamento das cólicas, é importante diminuir a ansiedade da mãe, dizer-lhe que o problema é passageiro e, obviamente, acalmar o pequeno ser. «Antes de qualquer procedimento, a mãe deve falar, acarinhar e manter uma interacção positiva com a criança, uma vez que não existem certezas sobre a causa das cólicas e, como tal, não há um tratamento adequado», salienta Herculano Rocha, prosseguindo: «Não há medicamentos específicos para as cólicas, mas sim os que interferem na motilidade intestinal, ou medicamentos como o Aero-om, que tendem a diminuir os gases.» «O Aeoro-om ajuda a acalmar a criança», explica Martins Roque, argumentando: «A verdade é que para muitos pode parecer inócuo, mas verificamos que ao parar com o medicamento as cólicas voltam.
Não sabemos se é por razões psicológicas, mas a verdade é que funciona.» Por outro lado, o Dr. Libério Ribeiro, pediatra e presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria, indica que «não há nenhuma panaceia totalmente eficaz para as cólicas do lactente.
A educação dos pais nas relações com o filho é o primeiro passo e talvez o mais importante. O aleitamento materno e a utilização de leites especiais podem ser necessários.
A administração de chás de ervas (maçã, anis, camomila, canela e menta) é aconselhada por alguns médicos, embora de resultados discutíveis». «Há medicamentos em gotas que, pelo seu efeito antiespasmódico ou antiflatulente, conferem algum alívio ao bebé», continua Libério Ribeiro, acrescentando: «Medidas como massajar a barriga do bebé ao mesmo tempo que se flectem os joelhos sobre o abdómen, ou deitar o bebé no colo de barriga para baixo, podem ajudar a aliviar as cólicas.
No caso de haver prisão de ventre, podem ser utilizados medicamentos tipo laxante, que aceleram o movimento do intestino, mas nunca devem ser dados sem prévia indicação do pediatra.»Várias hipóteses
As causas exactas das cólicas não são conhecidas, mas são colocadas várias hipóteses: alguns especialistas apontam a alergia ao leite materno, ou aos leites artificiais, mas a verdade é que quando se faz a substituição o problema não fica resolvido.
Outra explicação para a ocorrência de cólicas tem que ver com a dificuldade na eructação e na passagem do ar através do intestino, havendo também quem «responsabilize» a imaturidade do aparelho digestivo e a alimentação.
Existem, ainda, estudos que indicam que o final de uma gravidez com angústia e ansiedade se reflecte no recém-nascido através do choro e das cólicas.
Todavia, não é um problema grave. Além disso, é passageiro. «É fundamental a nossa capacidade de tranquilizar os pais, de lhes dizer que a criança está bem, que não tem nenhum problema de saúde e que não há razão para estarem preocupados», alerta Herculano Rocha.


quarta-feira, 30 de maio de 2007

Barrigas de Amor


É o primeiro evento dedicado a todas as grávidas Oeiras recebe no dia17 de Junho do corrente ano, o primeiro evento dedicado em particular a todas as futuras mães
Este evento realiza-se no parque dos poetas, um espaço que alia o lazer à cultura.
Actividades a decorrer no local:
Ginastica pré-parto; Musicoterapia; Método de Pilates; Método psicoprofilacteo; Yoga para grávidas; Massagem infantil; Yoga para bébés; Meditação para crianças; Música para bébés; As histórias do sotão; Faz de Conto; Dança para bébés; Decoração do quarto de bébé; Biblioteca para grávidas entre muitos mais.....
As barrigas de amor é muito mais que um evento especialmente para as futuras mãmãs., mas também para as Mães actuais, para os pais; avós e toda a familia.

O Rui Pedro já tem site


Não poderia deixar de fazer um post para divulgar que o Rui Pedro já tem um site http://www.ruipedro.net/ .

"Faz já nove anos que o Rui Pedro desapareceu. Nos nossos corações vive a esperança de ainda o podermos encontrar. Nunca havemos de desistir. Este novo site foi criado com essa intenção...ENCONTRAR O RUI PEDRO." (frase retirada do site).

Foi também aberta uma conta para um fundo de ajuda na procura do Rui Pedro. Queria Também fazer referência ao facto de já existir um retrato aproximado de como será Rui Pedro com a idade actual (20 anos) elaborado por Sandra Bartolomeu.

A mãe Filomena não perde a esperança de voltar a ver o filho. E eu tal como a mãe acredito que Rui Pedro voltará para a familia.

Doutores Palhaços

Sentado na cama, Hugo arrumava, calmamente, as peças de legos com que estivera a brincar. Sozinho no quarto, decidira, momentos antes, não dizer palavra e o ar carrancudo, que fazia questão de mostrar, afastava tentativas de conversa. Pouco tempo depois,
Hugo mantinha-se calado. A expressão do rosto, porém, era diferente.
Havia um sorriso. Grande, franco, grato. O trabalho dos "doutores palhaços" estava, mais uma vez, conseguido.
A boa disposição também ajuda a curar. Porque faz esquecer, por minutos, o sofrimento e alivia alma. Há um ano que as terças-feiras no serviço de Pediatria do Instituto de Oncologia do Porto (IPO) causam alguma agitação.
É o dia da dupla de profissionais da "Operação Nariz Vermelho" levar alegria ao 12º andar, tornar diferente o ambiente nas 27 enfermarias e procurar que a palavra "esperança" venha à mente.
Como força.Para seres humanos"Os hospitais são lugares onde há medo. Os pacientes têm medo do diagnóstico, os enfermeiros têm medo de falhar e até os médicos têm medo de não serem Deus. Apesar disso, os hospitais não precisam de humanização. São feitos por seres humanos para seres humanos.
A "Operação Nariz Vermelho" existe para lembrar isso e para levar um pouco do ridículo que valorizamos", disse, ontem, Beatriz Quintella, mulher-palhaço, parte do trio fundador de uma ideia abraçada por oito hospitais do país.
No Porto, só o IPO abriu as portas. Um ano depois, o presidente do Conselho de Administração, Artur Osório, mostrou que "valeu a pena apostar". "Correu muito bem esta operação", disse, contagiado pela alegria dos palhaços presentes.
Depois, mais sério, considerou que a qualidade do serviço de Pedriatia do IPO passa por sorrisos, que "trazem, sempre, esperança e optimismo, e valem mais do que medicamentos".Beatriz Quintella diz, no entanto, que para que "este surto de sorrisos seja possível" é preciso grandes doses de dedicação e algumas receitas (financeiras) para que "o desafio cresça, formando-se mais palhaços e aumentando o número de visitas a crianças e a instituições".
O entusiasmo com que o projecto foi recebido no Porto leva a mulher-palhaço (que, lado a lado com Bárbara Ramos Dias e Mark Mekelburg lançou a ideia) a desejar alargar a participação no IPO. "Por ora, é um pouco complicado.
Mas estamos a encarar essa hipótese com seriedade", sublinhou.Também a possibilidade de alternar os dias das visitas está a ser equacionada.
É que há crianças a reclamar "um abraço" aos "palhaços doutores".

Operação Nariz Vermelho - http://www.narizvermelho.pt/

Oficialmente constituída no dia 4 de Julho de 2002, a Operação Nariz Vermelho surge de um projecto experimental de Beatriz Quintella, Mark Mekelburg e Bárbara Dias iniciado em 2001, com o objectivo de realizar visitas às pediatrias dos hospitais. Assumindo-se como uma Associação de Apoio à Criança, sem fins lucrativos, os três fundadores iniciaram um programa de visitas semanais a três hospitais. Com cada vez mais colaboradores, a operação actua hoje em oito hospitais.
Depois de acompanharmos o profissionalismo e entrega dos Drs palhaços, resta-nos desejar que a Operação Nariz Vermelho continue a percorrer os hospitais portugueses, levando um sorriso de esperança a todas as crianças.

Gastroenterite Infantil: Pediatras europeus recomendam a vacinação


A vacinação é a melhor forma de combater a Gastroenterite Pediátrica por Rotavírus de lactentes. As garantias foram dadas por duas das principais sociedades europeias de Pediatria que, no final do 25º Congresso da Sociedade Europeia de Infecciologia Pediátrica (Iniciais inglesas ESPID), que decorreu recentemente em Vila Nova de Gaia, apresentaram algumas recomendações para a prática clínica do tratamento de Gastroenterites em crianças na Europa.
“O Rotavírus (agente responsável pelos casos mais graves da doença) é causa de desidratação grave por vómitos e diarreia em crianças no mundo inteiro e na Europa", sublinhou o professor Pierre Van Damme, do Centro de Avaliação da Vacinação de Antuérpia, Bélgica, membro do grupo de peritos da ESPID-ESPGHAN. E “a vacinação é reconhecida como a única medida de controlo eficaz com significativo impacto na incidência da Gastroenterite Pediátrica por Rotavírus (GPR) grave em crianças”.
Esta vacina, aprovada pela Comissão Europeia em Junho de 2006, é comercializada na Áustria, Alemanha, Grécia, Finlândia, França, Espanha e Portugal e está em lançamento noutros países. Em Portugal a vacina não está incluída no Plano Nacional de Vacinação (PVN), nem é comparticipada pelo Estado.
in: 17 Maio 2007 Lusa

Gravidez na adolescência


Gravidez na adolescência
A adolescência implica um período de mudanças físicas e emocionais que é considerado, por vários autores, um momento de crise. Não podemos descrever a adolescência como uma simples adaptação às transformações corporais, mas sim como um importante período no ciclo de vida que corresponde a diferentes tomadas de posição sentidas ao nível social, familiar e também sexual.
A puberdade, marca o início da vida reprodutiva de rapazes e raparigas, sendo caracterizada por mudanças fisiológicas e psicológicas. Uma gravidez na adolescência provoca alterações na transformação que já vem ocorrendo de forma natural, ou seja, implica um duplo esforço de adaptação interna fisiológica e uma dupla movimentação de duas realidades que convergem num único momento: estar grávida e ser adolescente.

Será que estou grávida? Será que ela está grávida?
São muitas as raparigas e rapazes que já passaram por este tipo de experiência, sentindo certamente o mesmo pânico, os mesmos medos, tendo as mesmas dúvidas, as mesmas preocupações e partilhando a mesma esperança: “não passou de um susto”, ou “só acontece aos outros” e ainda “felizmente houve um engano”.
Se existiram relações sexuais desprotegidas e a menstruação não apareceu na altura em que deveria surgir, não vale a pena entrar em pânico, mas também não resulta fugir. Quer uma coisa, quer outra só causa mais angústia e preocupação! Deve sim, fazer um teste de gravidez o mais rapidamente possível, e aí, de acordo com o resultado, reflectir sobre o assunto e tomar as decisões apropriadas, sempre com o apoio de alguém em quem se confia.

Deu positivo, e agora?
Uma gravidez precoce não planeada implica sempre uma tomada de decisão. Independentemente da atitude que se venha a tomar, é importante procurar o apoio de uma ou mais pessoas para esta reflexão, de forma a conseguir lidar melhor com esta nova situação. Uma criança precisa de afecto, amor e disponibilidade durante vários anos, sendo por isso necessário avaliar de forma consciente e responsável as decisões a tomar.
Toma nota:
É importante não esquecer que existem muitos serviços que são anónimos, confidenciais e gratuitos (por exemplo: consultas de atendimento a jovens nos Centros de Saúde e noutros locais, linhas telefónicas de apoio e encaminhamento nesta área, etc.) que podem ajudar os rapazes e raparigas nestes momentos mais difíceis.

Porque é que é tão difícil ser adolescente e estar grávida?
Quando se trata de uma adolescente, às mudanças emocionais e físicas são acrescidas questões de ordem psicossocial e ainda de falta de apoio, as quais podem tornar a gravidez numa experiência traumática, num problema emocional e de saúde e promotor de exclusão social.Numa mulher adulta, quando a gravidez é planeada, ocorre uma crise maturacional (transição) que implica mudanças significativas ao nível emocional e físico. Contudo, o facto de ter sido desejada a vinda de um novo ser,abre à mulher uma nova perspectiva da sua vida que é a sua dimensão de mãe.

Quais são as principais queixas apresentadas pela jovem grávida?
-Dificuldade na relação com os pais pelo surgimento da gravidez; algum desapontamento, culpas e acusações que poderão ocorrer aquando da chegada da notícia ou permanecer ainda por mais tempo;
-Dificuldade na relação consigo própria pela “necessidade” de integrar a gravidez e a expectativa da maternidade nos seus projectos e interesses de adolescente;
-Receio de possíveis alterações no relacionamento com o seu namorado;
-Dificuldade em conseguir gerir a relação com o seu grupo de amigos;
-Dificuldade em encontrar um espaço onde se sinta confortável para falar sobre os seus medos e dúvidas face à situação vivida.

Qual a forma de tornar toda esta situação mais fácil?
Se a família e as pessoas mais próximas da adolescente que engravida, forem capazes de acolher o novo facto com compreensão, harmonia e respeito, a gravidez tem maior possibilidade de ser levada a termo sem grandes transtornos e até de uma forma gratificante. A jovem deverá ser apoiada na tomada de decisões de um modo coerente, consciente e realista. O bem estar afectivo é muito importante para a jovem grávida e para o seu bébé, e uma vez que a gravidez se faz a dois também o jovem pai deve ser ouvido na tomada de decisão.
É importante também criar condições para a expressão de sentimentos em relação a si própria e à sua gravidez.
A adolescente tem necessidade de exprimir e partilhar sentimentos sem se sentir julgada, ser entendida pelos outros e sobretudo ter uma base de conhecimentos que lhe permita viver a maternidade e aceitar as mudanças corporais que são inerentes ao seu estado.
Para além disso, deverá ser conduzida à compreensão da gravidez inserida num programa de cuidados pré-natais adequados.
A gravidez na adolescência é, portanto, um problema que deve ser levado muito a sério e que não deve ser subestimado nem por adolescentes, nem por educadores e professores. O rapaz e a rapariga devem ser estimulados a pensar e a viver a sexualidade, não só como uma maneira de sentir prazer com as suas novas capacidades reprodutivas e sexuais, mas também acompanhadas de um conjunto de responsabilidades perante si e perante a sociedade em geral.
É possível continuar a sair com o grupo de amigos e a namorar, mas de forma diferente.

A gravidez não torna os adolescentes adultos de uma hora para a outra e deve ser evitada e planeada.


Clínicas recusam planeamento familiar a jovens


A maioria dos serviços recusa o apoio aos jovens, encaminhando-os para os centros de saúde da sua área de residência.
Um estudo da Deco , envolvendo um grupo de jovens do sexo feminino, conclui que a maioria dos serviços nega consultas de planeamento familiar.
Num universo de 85 estabelecimentos de saúde, incluindo centros regionais, hospitais e delegações do Instituto Português da Juventude, mais de metade encaminhou as jovens, com idades compreendidas entre os 15 e os 20 anos, para o centro de saúde da sua área de residência, mesmo depois de recusarem esta hipótese.
Em 10 serviços não foram propostas alternativas, e em 12 as jovens foram encaminhadas para Centros de Atendimento ou delegações do Instituto Português da Juventude.
Aquelas que conseguiram dar entrada nos estabelecimentos (36) foram quase sempre bem atendidas, refere a associação de consumidores, obtendo a informação necessária sobre métodos contraceptivos.
Destes serviços, quatro chumbaram, por motivos que incluem a falta de aconselhamento sobre o uso do preservativo e de questões sobre a saúde e actividade sexual das utentes. Em 14 visitas não foram oferecidos métodos contraceptivos, inexistentes em alguns casos.
O estudo mostrou ainda que é mais fácil obter informação nas grandes cidades, como Lisboa, Porto e Coimbra. Évora, Viseu e Faro chumbaram no teste.Parante estes resultados, Ana Henriques, colaboradora da Direcção-Geral da Saúde (DGS ) para a área do planeamento familiar, considerou que «não se pode deixar nenhum adolescente com um pedido de planeamento familiar sair sem nada na mão».
Em declarações ao Jornal de Notícias, a responsável lamentou a situação detectada pela Deco, mas relativizou a amostra: «há um incumprimento, ou um esquecimento no sentido de orientar os serviços, por não ser habitual haver procura de centros de saúde fora da área de residência».Já Duarte Vilar, da Associação de Planeamento para a Família (APF ), não se mostrou surpreeendido.
A lei estipula que apenas os centros de saúde devem prestar cuidados de planeamento familiar, na maioria dos casos por intermédio dos médicos de família.
Actualmente, apenas 57,3% de unidades disponibilizam consultas para adolescentes, o que revela, segundo o responsável, «falta de adequação dos serviços de saúde».
Para Duarte Vilar urge criar condições para «dar resposta a jovens», no capítulo do planeamento sexual, impedindo as gravidezes indesejadas e o propagar de doenças sexualmente transmissíveis.Informação adicional:Estudo da Deco Informação para jovens - APF
in:http://q3.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ae.stories/5979

terça-feira, 29 de maio de 2007

O papel da Doula


O parto há alguns anos atrás era considerado como um acontecimento de mulheres e para mulheres.
As mulheres tinham os seus filhos em casa, rodeadas das mães e/ou irmãs e outras mulheres que lhes prestavam o apoio emocional e físico e a parteira. Assim era no tempo de minha avó.
Ela teve 10 filhos e todos foram amamentados até aos 2-3 anos. Nunca teve dúvidas se conseguiria ou não parir, se conseguiria ou não amamentar os seus filhos.
Tinha um profundo conhecimento da sua sabedoria interior, conhecia a capacidade inata do seu corpo para a tarefa da maternidade. Entrou em trabalho de parto naturalmente, os trabalhos de parto e partos decorreram sempre sem pressas, sem adição de quaisquer agentes externos no seu corpo, tudo decorreu a seu tempo e ao sabor da vontade do corpo dela e do corpo dos seus bebés.
A transferência dos partos de casa para o hospital fez com que este cenário passasse a ser vivido apenas por uma pequena percentagem de mulheres.
Para a grande maioria das mulheres o parto é visto como algo a suportar para “merecer” o prémio final que é ter um filho.A sociedade tratou de afastar as mulheres da sua sabedoria interior.
Os cenários de partos em intimidade, privacidade foram substituídos por salas estéreis e frias, por vozes de comando sobre o que a mulher deve ou não pode fazer durante o seu trabalho de parto e parto e o emprego de forma rotineira de práticas e procedimentos que não estão suportados por evidências científicas e que, salvo raríssimas excepções, não trazem mais-valias para ela ou para o seu bebé.
Estas práticas e procedimentos incluem a tricotomia (raspagem dos pêlos públicos), o clister ou enema, a perfusão endovenosa, o jejum, a rotura precoce de membranas, a aceleração do trabalho de parto, a monitorização electrónica contínua, a episiotomia, o trabalho de parto e o parto em posições supina (deitada de costas), etc...
O suporte emocional passou a ser quase inexistente com a transferência dos partos de casa para os hospitais.
Na década de 1970, John Kennell e Marshall Klauss realizaram um estudo em que provaram, através de seis experiências clínicas controladas, que a presença de uma pessoa de apoio ao parto, do sexo feminino, encurta o tempo do primeiro parto numa média de duas horas, diminui a hipótese de cesariana em 50 por cento, parto com fórceps em 40 por cento, diminui a necessidade de medicação para as dores e anestesia epidural em 60 por cento, ajuda o pai a participar com confiança e aumenta o sucesso na amamentação.
Para designar as mulheres que sem aptidão profissional prestavam apoio no parto, no estudo efectuado por John Kennell e Marshall Klauss foi usado o termo doula.
A doula sobrepõe-se à frieza do ambiente hospitalar dando apoio emocional na gravidez, parto e pós-parto, escutando as dúvidas, anseios e medos da mulher e do seu companheiro durante o período maravilhoso que é a gestação, o parto e o pós-parto, não os deixando sem resposta, contribuindo para o reforço da confiança da grávida no seu próprio corpo, na sua capacidade inata de parir e amamentar o seu filho, tentando reaproximar a mulher da sua sabedoria interior.
Uma doula é alguém que, com ou sem experiência da maternidade, tem uma grande capacidade de amar o próximo (é principalmente de amor, segurança e confiança que a mulher que está para dar à luz precisa), está consciente da sua sabedoria interior, conhece o poder do corpo feminino, acredita na capacidade inata das mulheres parirem e tem vocação para apoiar outras mulheres nesta maravilhosa etapa que transformará para sempre as suas vidas.
A doula acima de tudo tem que saber escutar as necessidades da mulher grávida, procurando saber o que ela pretende com a sua gravidez e as suas expectativas em relação ao parto.
Uma doula é uma amiga, alguém que independente das suas convicções presta apoio e aconselhamento sem nunca dizer não deves ou não podes mas oferecendo a máxima informação possível para que a grávida/casal possa tomar as suas próprias decisões de uma forma consciente e informada.
A doula é alguém que sabe o que a mulher que está a parir quer ou precisa sem recurso a palavras. Ela tem um profundo conhecimento da mulher que acompanha, conhecimento este que vai adquirindo ao longo dos encontros que tem com ela e/ou com o seu companheiro durante a gravidez.
A doula é uma mulher discreta no cenário do parto, é uma mulher que não interfere no processo de nascimento, não observa, está ali como uma mãe que presta apoio a um filho, está ali para satisfazer as necessidades básicas da mulher em trabalho de parto.
A Doula não faz qualquer tipo de acto médico e portanto não substitui qualquer dos profissionais envolvidos na assistência ao parto.
A doula entra no espaço de uma parturiente, reage prontamente e está consciente das suas necessidades, disposição alterações e sentimentos calados. Não necessita de controlar nem abafar.
Todas as grávidas deviam ter os benefícios de uma doula. A doula não prejudica o papel do pai do bebé. Realça-o e liberta-o para se dedicar à tarefa tão importante de amar a mãe.
Tal como o Dr. John Kennel disse um dia, se um medicamento tivesse o mesmo efeito de uma doula seria contra a ética não o utilizar.

Agradeço desta à Cristina por se ter mostrado disponivel em divulgar aqui no blog o trabalho das Doulas
beijinhos
Ana
Sites importantes a consultar:

domingo, 27 de maio de 2007

Despedidas por estarem grávidas

São cada vez mais as grávidas ou recém-mamãs a sofrer discriminação no mercado de trabalho. De ano para ano, a Inspecção-Geral do Trabalho (IGT) tem instaurado mais processos de contra-ordenação e os autos de advertência aos empregadores são sempre mais do que muitos.
Em 2006, nas 1690 intervenções que a IGT realizou no âmbito da protecção de trabalhadoras nestas condições, foram instaurados nove processos de contra-ordenação (mais quatro do que em 2005 e mais sete do que em 2004), contra empregadores que violaram as normas que regulam o direito à protecção no trabalho destas mulheres, segundo dados da IGT a que o PortugalDiário teve acesso.
Foram ainda aplicados 76 autos de advertência (mais 40 do que em 2005 e mais 60 do que em 2004), que obrigaram os empregadores a corrigir as infracções detectadas.
Desde a entrada em vigor do novo Código do Trabalho, a IGT já instaurou 46 processos de contra-ordenação a empregadores, por violação da legislação que regula a contratação a termo e também por não terem comunicado à Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) a não renovação dos contratos a termo de trabalhadoras grávidas, como o exige a lei, revelou o IGT ao PortugalDiário.

Os argumentos dos empregadores
«Os empregadores não admitem que despedem trabalhadoras grávidas por esse facto, não admitem recorrer a práticas discriminatórias», explica ao PortugalDiário fonte da IGT. O que normalmente acontece é «invocarem comportamentos da trabalhadora que a lei tipifica como infracções disciplinares: desobediência ilegítima a ordens, provocação de conflitos, desinteresse ou falta de diligência no desempenho das suas tarefas».
Em casos de contratações a termo certo, o mais habitual é a não renovação do contracto, justificando com «a desnecessidade de manter a trabalhadora, alegando que o trabalho na empresa diminuiu».
«Antigamente, quando havia menos informação e esta situação ocorria, conseguimos ganhar vários casos mostrando que no dia a seguir outra trabalhadora tinha ocupado o lugar da trabalhadora grávida dispensada.
Agora, já sabem como contornar a situação e vão buscar uma trabalhadora antiga a outra loja e metem uma nova no lugar dessa», conta ao PortugalDiário Marcela Monteiro, responsável pela Comissão de Mulheres do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP).
Outra forma que os empregadores utilizam para afastar as trabalhadoras grávidas sem arranjarem problemas com a lei é «mudarem-lhes o local de trabalho para bem longe, numa tentativa óbvia de pressionarem as trabalhadoras a desistirem», diz Marcela Monteiro.
O que acontece «na maior parte das vezes. Acabam por desistir porque não aguentam a pressão».
Sindicato recebe uma queixa por dia
O sindicato, do qual 68 por cento dos sócios são mulheres, «a maioria jovens em idade fértil», recebe «em média, um pedido de inspecção por dia». Embora nem todos os pedidos e queixas venham da parte de trabalhadoras grávidas, é certo que «a grande maioria parte de mulheres nessas condições», explica a também responsável pela Comissão para a Igualdade da CGTP.
A pergunta proibida por lei, mas quase obrigatória em entrevistas de emprego
Muitas vezes, a discriminação às mulheres trabalhadoras começa logo na entrevista de emprego. «A maior parte dos empregadores faz uma pergunta que é proibida por lei: "Está ou pensa vir a estar grávida nos próximos tempos?". A partir do momento em que respondem, a possibilidade de conseguir esse emprego está comprometida», explica ao PortugalDiário a responsável pela Comissão de Mulheres do CESP.
«A lei acaba por não proteger as trabalhadoras e muitos empregadores escolhem mesmo pagar multas à IGT e continuar a discriminar», acrescenta.

nota: Tenho um bébé de 11 meses, fiquei sem emprego por não renovação de contrato com 6 meses de gravidez. Trabalhava num hospital público e a não renovação nem sequer foi com pré-aviso. Não pensem que somos só estatistica, é real fiquei sem emprego por estar grávida e passei a ser um peso para a instituição. Não queriam dar-me os meses de licença de parto a que tinha direito nem o horário de amamentação por isso foi mais facil despedir-me gravidíssima.
Senti-me revoltada, e por isso foi fazer queixa na Inspecção Geral deTrabalho mas como o hospital é uma instituição estatal eles não podiam actuar!
Foi muito complicado quase entrei em depressão, não é facil estar gravida e desempregada, que futuro poderia dar ao meu filho? Mas o meu marido, e as boas amizades que tive deram-me muito apoio para não deixar de estar feliz na gravidez. O meu filho é lindo! Estou em casa a criá-lo até arranjar emprego. Estamos mais "apertaditos" de €€€ mas estou a viver a melhor experiência da minha vida! Ser mãe, e nunca desempenhei tão bem uma função!! E o patrão é maravilhoso um mimo... mas como tenho que viver e preciso de trabalhar se alguém souber de algum emprego deixem aqui um miminho!!
Quem continua a cometer injustiças destas não devem ser pais, nem filhos de ninguém!
Ass: Ana, mãe a tempo inteiro, muito babada!!!

Pré-eclampsia e eclampsia

A pré-eclampsia é caracterizada por tensão arterial elevada (hipertensão) acompanhada pela eliminação de proteínas pela urina (proteinúria) ou de retenção de líquidos (edema) que ocorre entre a 20.ª semana de gravidez e o final da primeira semana depois do parto.
A eclampsia é uma forma de pré-eclampsia mais grave, que provoca convulsões ou coma.
A pré-eclampsia verifica-se em 5 % das mulheres grávidas. É mais frequente nas primeiras gravidezes e nas mulheres que já têm a tensão arterial elevada ou que sofrem de um problema nos vasos sanguíneos. A eclampsia surge em 1 de cada 200 mulheres que têm pré-eclampsia e, em geral, é mortal, a menos que seja tratada com rapidez.

No entanto, desconhecem-se as causas da pré-eclampsia e da eclampsia. O risco mais importante da pré-eclampsia é o desprendimento prematuro da placenta da parede uterina.
Na pré-eclampsia, a tensão arterial é superior a 140/90 mmHg, aparece edema na cara ou nas mãos e são detectados valores anormalmente elevados de proteínas na urina. Também se considera que tem pré-eclampsia uma mulher cuja tensão arterial aumenta consideravelmente, mas mantém-se abaixo dos 140/90 mmHg durante a gravidez.
Os recém-nascidos de mulheres pré-eclâmpsicas têm 4 a 5 vezes mais probabilidades de ter problemas pouco depois do parto do que os de mulheres que não sofram dessa doença. Os recém-nascidos podem ser pequenos porque a placenta funciona mal ou porque são prematuros.
Tratamento
Ao contrário da tensão arterial elevada (hipertensão), a pré-eclampsia e a eclampsia não respondem aos diuréticos (fármacos que eliminam o excesso de líquido) nem às dietas de baixo teor em sal. Aconselha-se a mulher a que consuma uma quantidade normal de sal e que beba mais água. O repouso na cama é importante. Em geral, também é aconselhada a virar-se sobre o lado esquerdo, visto que assim é exercida menor pressão sobre a grande veia do abdómen (veia cava inferior), que devolve o sangue ao coração, e melhora o fluxo sanguíneo. Em certos casos, pode ser administrado sulfato de magnésio por via endovenosa para fazer descer a tensão arterial e evitar as convulsões.
Em caso de pré-eclampsia ligeira, acamamento pode ser suficiente, mas a mulher deverá consultar o seu médico de 2 em 2 dias. Se não melhorar com rapidez, deve ser hospitalizada e, se o problema continuar, o parto deve ser provocado quanto antes.
Uma mulher que sofra de pré-eclampsia grave deve ser hospitalizada e permanecer na cama. O facto de administrar líquidos e sulfato de magnésio por via endovenosa muitas vezes alivia os sintomas. Em 4 a 6 horas a tensão arterial costuma baixar até atingir valores normais e pode-se proceder ao parto sem correr nenhum risco. Se a tensão arterial continuar alta, são administrados mais fármacos antes de se tentar provocar o parto.
Uma importante complicação da pré-eclampsia e da eclampsia graves é a síndroma HELLP, que consiste no seguinte:
Hemólise (destruição de glóbulos vermelhos);
Aumento dos enzimas hepáticos (liver), que indicam lesão hepática;
Baixa (low, em inglês) contagem de plaquetas, o que indica uma deficiente capacidade de coagulação do sangue (um problema potencialmente grave durante e depois do parto).
A síndroma HELLP é mais provável que apareça quando se atrasa a instituição do tratamento da pré-eclampsia. Se surgir a síndroma, deve-se fazer uma cesariana, o método disponível mais rápido, a não ser que o colo uterino esteja suficientemente dilatado para permitir um rápido nascimento pela vagina.
Depois do nascimento, controla-se exaustivamente a mulher para detectar sinais de eclampsia. Uma quarta parte dos casos de eclampsia acontece depois do parto, em geral nos primeiros 2 a 4 dias.
À medida que o estado da mulher melhora de forma gradual, é incentivada a caminhar um pouco. Mesmo assim, pode ser-lhe administrado um sedativo suave para controlar a tensão arterial.
A hospitalização pode durar de poucos dias a algumas semanas, conforme a gravidade da doença e suas complicações.
Mesmo depois de ter sido dada alta, é possível que a mulher tenha que tomar medicamentos para reduzir a tensão arterial. Em geral, deve consultar o médico, pelos menos de 2 em 2 semanas durante os primeiros meses depois do parto.
A sua tensão arterial pode, no entanto, manter-se elevada durante 6 a 8 semanas, mas, se se mantiver alta durante mais tempo, talvez a sua causa se deva a outro problema e não à pré-eclampsia.


Nota: Este ano faleceu uma amiga após o parto (cesariana de urgência) porque tinha eclampsia muito grave mas infelizmente ela própria desconhecia que a tinha e os sintomas que apresentava eram indicadores de tal. Mas nas consultas nunca foi alertada para tal, embora se queixa-se dos ditos sintomas. Assim esta minha amiga faleceu após uma forte convulsão 2 dias após o parto . Deixou um filho prematuro, um marido extremoso, uma mãe, um pai uma familia, uma vida.... e só pode viver a experiência de ser mãe por meras 48 horas. Gravidas tomem atenção a todos os vossos sintomas nas gravidez e não se contentem com resposta tipo " isso é normal na gravidez" seja curiosa informe-se, leia saiba mais sobre a gravidez. E vivam a gravidez com muito amor mas com muita informação
Para que não haja tanta falta de informação, espero que este post assim como este blog venham a ter utilidade a alguém.

Afinal os bebés choram no útero!


O fenómeno do "choro fetal" nunca tinha sido observado ou reconhecido. Mas uma experiência realizada por investigadores da Universidade de Auckland dissipou as dúvidas. A partir das 28 semanas de gestação, os bebés choram no ventre materno.

A partir das 28 semanas de gestação, os bebés choram no ventre materno quando expostos a estímulos sonoros. Esta surpreendente conclusão é de um estudo científico realizado por especialistas da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, recentemente publicado no jornal "Archives of Disease in Childhood: Fetal and Neonatal Edition".
Os bebés ainda no ventre materno foram submetidos a ruídos de baixa frequência junto do abdómen da gestante. Posteriormente, os investigadores que realizaram o estudo procederam à gravação dos efeitos secundários destes sons no útero, usando um aparelho de ultrasons.
As conclusões foram surpreendentes.
Os bebés não só respondiam com gestos bruscos, respiração ofegante, tremores, movimentos da cabeça e do queixo, mas também emitiam sons durante 15 a 20 segundos seguidos.
Na opinião de Ed Mitchell, pediatra neo-zelandês que participou nesta investigação científica, os sons assemelham-se «ao choro de uma criança» .
Esta constatação levou-o a observar que «o fenómeno sugere uma origem de choro pré-natal» , justificou à agência Reuters.
Estes novos dados vêm reforçar o que os cientistas já suspeitavam. Os bebés prematuros que nascem com 28 semanas conseguem chorar, o que não se sabia é que também o poderiam fazer no ventre materno.Para Ed Mitchell, as conclusões do estudo reforçam a ideia de que o feto, com pelo menos 28 semanas, experiencia dor e desconforto, o que implica já o desenvolvimento dos sentidos e do cérebro.
«Continuamos a fazer intervenções aos bebés sem anestesia» , alertou aquele investigador. Como tal, espera que o relatório agora divulgado possa acrescentar novas pistas aos actuais procedimentos médicos dos obstetras e neonatologistas.

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